​Jovens ribeirinhos desvendam os segredos do Rio Maracanã em oficina sobre plâncton

Alunos analisam os seres microscópicos no Laboratório de Monitoramento Ambiental. Foto: Divulgação SNCT

O monitoramento ambiental e a pesquisa acadêmica ganharam as salas de aula da Educação Básica nesta semana. Estudantes de Ensino Médio da rede estadual participaram de uma imersão científica focada nos microrganismos que habitam as águas da região, unindo teoria, prática e preservação ambiental.

​A ação ocorreu no Laboratório de Monitoramento Ambiental (LAMAM), pertencente à Escola Estadual Izidório Francisco de Souza. A instituição abriu suas portas para receber os alunos de tempo integral da Escola Estadual Manoel Joaquim Monteiro, que viajaram do município vizinho de Magalhães Barata para participar do treinamento.​

O elo entre a escola e a universidade

Pesquisadores orientam os estudantes durante a oficina de estudo do plâncton. Foto: Divulgação SNCT.

​O ponto alto do encontro foi a oficina prática voltada para o estudo do plâncton do Rio Maracanã. Esses organismos, apesar de microscópicos, são a base da cadeia alimentar aquática e servem como termômetro para a saúde do ecossistema local. A atividade foi conduzida pela professora Xiomara Diaz, pesquisadora da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Sob sua orientação, os jovens aprenderam a coletar, identificar e analisar a biologia dessas espécies.

Para a professora mestre, Fernanda  Araújo, da Escola Estadual Manoel Joaquim Monteiro, ​esta imersão científica no LAMAM, que reuniu estudantes de Magalhães Barata e de Maracanã, foi uma importante troca de conhecimentos sobre o ecossistema aquático local. “Os jovens aprenderam a identificar os plânctons, organismos fundamentais para a manutenção dos nossos rios. Essa iniciativa, fruto da parceria entre os projetos SNCT Pará Planeta Água é Aqui! Cultura Amazônica Paraense: expressão da Cultura Oceânica, Luneta, Aquatona, Observatório para a Foz do Rio Amazonas ou em inglês Amazon River Mouth Observatory (ARMO), reforça a ponte essencial entre a educação básica e a pesquisa acadêmica. Agradecemos profundamente a todos os pesquisadores, alunos e profissionais envolvidos, com um destaque especial à DRE Maracanã pelo apoio contínuo às práticas educacionais inovadoras na região”, destacou a professora.

​Parcerias: um movimento estratégico

Estudantes no LAMAM durante a pesquisa do plâncton do rio Maracanã. Foto: Divulgação SNCT. 

​O evento é o resultado de um esforço conjunto que envolve grandes frentes de pesquisa na Amazônia. A oficina foi viabilizada pela cooperação entre os projetos Luneta e Aquatona, ambos vinculados à UFRA, e o projeto Observatório para a Foz do Rio Amazonas e SNCT Pará, contando ainda com o apoio institucional da Diretoria Regional de Ensino (DRE) de Maracanã, que deu o suporte logístico e incentivou a integração das escolas.

​Ao final das atividades, a coordenação do evento destacou o sucesso da imersão e agradeceu o empenho de todos os pesquisadores, professores e técnicos envolvidos, reforçando que o investimento em práticas pedagógicas inovadoras é o caminho para formar a próxima geração de defensores da Amazônia.

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