Programação da SNCT-PA tem palestra na UFPA para debater avanço dos robôs humanoides e impactos na educação e na sociedade

A possibilidade de que, até 2050, um time de robôs humanoides supere a atual seleção campeã da Copa do Mundo de Futebol, proposta pela iniciativa internacional RoboCup, ilustra os avanços acelerados da inteligência artificial e da robótica no mundo contemporâneo. A reflexão fez parte de uma programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Pará (SNCT-PA 2026), na Universidade Federal do Pará, em Belém.

Os temas foram abordados na palestra “Os robôs humanoides estão chegando: impactos no presente e no futuro”, ministrada pelo professor e pesquisador Francisco Luiz dos Santos, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Palestra – “Participar da SNCT-Pará foi uma experiência muito significativa. É um evento que se propõe a discutir com professores, jovens e a comunidade questões fundamentais relacionadas à ciência, tecnologia e inovação no Brasil. Hoje, tive a oportunidade de abordar esses temas a partir da robótica, trazendo também uma reflexão mais provocativa: os robôs estão chegando e como será esse futuro?”, destacou o palestrante Francisco Luiz dos Santos.

O professor destacou os principais pontos de sua apresentação, realizada no dia 30 de abril de 2026, no Auditório do PGITEC, localizado na Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Guamá. “Apresentei um panorama do cenário atual, mostrando alguns dos robôs mais avançados do mundo. Embora o Japão ainda seja uma referência, hoje vemos Estados Unidos e China avançando fortemente nessa área. Também discutimos o que está por vir, com máquinas cada vez mais sofisticadas e integradas ao nosso cotidiano, algo que já começa a se tornar uma necessidade”, enfatizou.

“Procurei provocar o público a refletir sobre esse novo cenário, em que os seres humanos passam a transferir algumas funções e tarefas para as máquinas. Isso pode aliviar certas demandas, mas também traz novas preocupações. Esse é um futuro inevitável, e acredito que os jovens têm um papel fundamental na construção dessas soluções. Por isso, é importante que eles comecem a aprender desde já, desenvolvendo conhecimentos básicos, mas, principalmente, sendo estimulados a pensar criticamente sobre o futuro. Também destacamos a importância de discutir essas questões no contexto da Amazônia, especialmente no Pará, e de buscar soluções de forma conjunta, envolvendo instituições como a UFPA, a UFPE, a UFRPE e outras universidades do país”, concluiu o docente.

Marcos da tecnologia 

O cenário que inclui robôs humanóides, por exemplo, jogando futebol, remete a um marco histórico da tecnologia: em 1997, um computador venceu pela primeira vez um campeão mundial de xadrez, evidenciando o potencial das máquinas em atividades complexas. Hoje, sistemas inteligentes estão cada vez mais presentes no cotidiano, e na educação não é diferente.

Nesse contexto, a robótica humanoide se destaca tanto como objeto de estudo quanto como ferramenta pedagógica. Por meio de kits de baixo custo adaptados a diferentes faixas etárias, crianças e jovens podem desenvolver habilidades como lateralidade, pensamento computacional e raciocínio lógico, ao mesmo tempo em que interagem com tecnologias que já fazem parte do presente e moldarão o futuro.

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